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Central de ajuda Bairral

Aqui você encontra as respostas para as perguntas mais frequentes sobre o Instituto Bairral.

Dúvidas frequentes

Como funciona o processo de internação?

A internação começa com o contato pela nossa central de atendimento. Após a triagem inicial, é feito o agendamento da vaga conforme o perfil clínico do paciente e a disponibilidade.

O atendimento é SUS ou particular?

Ambos. Os tratamentos do Bairral são voltados para pacientes via SUS e unidades de saúde suplementar, de acordo com o serviço e a estrutura disponíveis.

Posso visitar meu familiar?

Sim. As visitas são permitidas e seguem regras específicas de agendamento.

Como agendar uma consulta no Ambulatório Especializado?

O contato deve ser feito por telefone, WhatsApp ou e-mail. Nossa equipe irá orientar sobre a especialidade necessária, disponibilidade e formas de atendimento.

Quais tratamentos estão disponíveis?

Oferecemos atendimentos psiquiátricos e psicológicos no Ambulatório Especializado. Também realizamos avaliações especializadas, com foco em infância, adolescência, adultos e idosos.

Quem pode se hospedar no Residencial Bairral?

O serviço de moradia assistida é voltado a pacientes com quadros psiquiátricos crônicos que precisam ou desejam permanecer sob cuidado contínuo.

    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento definido por padrões persistentes de prejuízo principalmente nas habilidades sociais e possibilidade de presença de comportamentos restritos e repetitivos. Tem início já na primeira infância e pode vir a ter repercussões clinicamente significativas no funcionamento global do indivíduo (familiar, escolar, social e adaptativo). Do ponto de vista científico, falamos de um espectro porque há grande variabilidade na combinação e na intensidade dos sintomas, nas habilidades cognitivas, na linguagem e no grau de suporte necessário ao longo da vida.

     

    Do ponto de vista diagnóstico (DSM-5 e CID-11), o TEA é caracterizado por dois grandes domínios de alteração:

     

    1) Comprometimento nas habilidades sociais em múltiplos contextos, incluindo:

     

    • Dificuldade na reciprocidade socioemocional (como iniciar ou manter conversas, compartilhar interesses, emoções e afetos de forma adequada à idade).
    • Prejuízos na comunicação não verbal usada para interação social (contato visual atípico, expressão facial pouco modulada, gestos reduzidos ou pouco integrados à fala).
    • Dificuldade na construção, manutenção e compreensão de relacionamentos (desde problemas para fazer amizades até dificuldades para adaptar o comportamento a diferentes contextos sociais).

     

    2) Padrões restritos e repetitivos (de comportamento, interesses ou atividades) associados a inflexibilidade cognitiva, podendo manifestar os seguintes aspectos:

     

    • Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos (balanço de corpo, bater as mãos, alinhar objetos, ecolalia).
    • Insistência em repetição de rotina, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal (grande desconforto ou sofrimento diante de pequenas mudanças, necessidade de seguir rotinas rígidas).
    • Interesses fixos e altamente restritos, de alta intensidade ou foco (preocupação intensa com temas específicos, objetos ou partes de objetos).
    • Hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente (reação exagerada a sons, texturas, luzes, dor ou temperatura; busca de estímulos sensoriais específicos).

     

    Trata-se de um transtorno que:

     

    • Inicia-se precocemente: sinais costumam aparecer nos primeiros anos de vida, ainda que o diagnóstico formal possa ocorrer mais tarde, quando as demandas sociais excedem a capacidade da criança.
    • Apresenta curso crônico, com manifestações ao longo de toda a vida, embora o perfil de habilidades possa se modificar com intervenções adequadas, desenvolvimento e adaptação ambiental.
    • Pode associar-se a outras condições: deficiência intelectual, transtornos de linguagem, TDAH, transtornos de ansiedade, depressão, epilepsia, distúrbios do sono e alterações sensoriais, entre outros.

     

    Em termos etiológicos, o TEA é considerado uma condição multifatorial e neurobiológica, com forte componente genético. Estudos apontam:

     

    • Elevada herdabilidade, com múltiplos genes de pequeno efeito e, em alguns casos, variantes raras de maior impacto (como deleções e duplicações cromossômicas).
    • Alterações em circuitos neurais envolvidos em integração social, linguagem, processamento sensorial e funções executivas.
    • Possível interação entre vulnerabilidades genéticas e fatores ambientais pré e perinatais (por exemplo, complicações obstétricas, prematuridade, exposição a certas condições médicas maternas), sem evidência de causalidade simples e direta.

     

    Do ponto de vista funcional, o diagnóstico de TEA só deve ser estabelecido quando os sintomas:

     

    • São pervasivos (aparecem em mais de um contexto).
    • Estão presentes desde o desenvolvimento inicial, mesmo que se tornem mais evidentes posteriormente.
    • Gera prejuízo clinicamente significativo em autonomia, desempenho escolar ou laboral, interação social e qualidade de vida.

     

    Por fim, a classificação em níveis de suporte (1, 2 e 3) não define “gravidade” em sentido fixo, mas indica o quanto a pessoa necessita de apoio para manejar as exigências do dia a dia. O TEA, portanto, é uma condição específica de organização do neurodesenvolvimento, que requer compreensão técnica, intervenções estruturadas, suporte familiar e estratégias de inclusão para que cada pessoa possa desenvolver ao máximo suas habilidades e potencialidades.

    A classificação atual do TEA utiliza níveis que representam a intensidade de suporte necessário:

     

    Nível 1: a pessoa necessita de suporte leve para lidar com interações sociais, flexibilidade comportamental e organização do cotidiano.

     

    Nível 2: há necessidade de suporte substancial devido a limitações mais evidentes na comunicação social e maior rigidez comportamental, com prejuízos funcionais moderados.

    Nível 3: caracteriza quadros que exigem suporte muito substancial, com déficits marcantes de comunicação, alta sensibilidade sensorial e comportamentos repetitivos intensos, além de elevada dependência em atividades da vida diária.

    Os sintomas podem variar significativamente, mas normalmente incluem:

     

    • Dificuldade em compreender e utilizar sinais sociais, como contato visual, gestos, expressões e nuances da comunicação.
    • Desafios na construção de relações sociais e na adaptação a contextos coletivos.
    • Linguagem verbal ausente, limitada ou com particularidades, como ecolalia ou entonações atípicas.
    • Padrões repetitivos de comportamento, movimentos estereotipados ou interesses intensos e restritos.
    • Necessidade de previsibilidade e forte desconforto diante de mudanças de rotina.
    • Alterações sensoriais, como hipersensibilidade a ruídos, luzes, texturas ou busca intensa por determinados estímulos.
    • Dificuldades na regulação emocional, podendo ocorrer irritabilidade, crises comportamentais e episódios de sobrecarga sensorial.

    A internação psiquiátrica é estruturada para proporcionar estabilização clínica, segurança, redução de riscos comportamentais e manejo de comorbidades psiquiátricas. As equipes trabalham com protocolos específicos de acolhimento e contenção terapêutica, levando em conta o perfil sensorial, a necessidade de rotinas previsíveis e estratégias de comunicação individualizada. São realizadas avaliações médicas, psiquiátricas e psicológicas, além de intervenções voltadas à modulação ambiental, redução de estímulos, organização comportamental e uso criterioso de medicação quando necessário. A família participa do processo de cuidado, com orientação e construção de estratégias para o retorno ao convívio domiciliar.

    A internação pode ser recomendada quando há risco significativo para a segurança da pessoa ou de terceiros, quando sintomas psiquiátricos associados se tornam intensos — como agitação grave, agressividade, autoagressão, comportamentos disruptivos severos, episódios psicóticos ou descompensações importantes — ou quando o manejo ambulatorial se mostra insuficiente para garantir estabilidade clínica. Também pode ser considerada diante de impossibilidade de cuidado seguro em casa. A prescrição de internação é uma prerrogativa médica que só pode ser considerada por profissional especialista.

    As intervenções são definidas de acordo com o perfil funcional e podem abranger:

     

    • Avaliação psiquiátrica e manejo de comorbidades como ansiedade, TDAH, depressão, irritabilidade severa e transtornos do comportamento.
    • Intervenções psicoterapêuticas adaptadas às necessidades comunicacionais.
    • Terapias baseadas em análise do comportamento para manejo de crises, aumento de habilidades adaptativas e redução de comportamentos disruptivos.
    • Atendimentos de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade, integração sensorial e programas estruturados de comunicação alternativa.
    • Planejamento de rotinas, estratégias de previsibilidade, modulação de ambiente e suporte às atividades de vida diária.
    • Acompanhamento familiar para fortalecer o cuidado após a alta.

    O Bairral faz parte da rede assistencial do Estado de São Paulo, e suas vagas são reguladas pelo sistema público de saúde do Estado de SP. Todos os pacientes internados no Bairral foram encaminhados por outros serviços da rede pública. Em casos de pacientes que precisam de atendimento psiquiátrico, o paciente deve buscar atendimento nos serviços da rede de saúde do seu município, como:

     

    • Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS)
    • Ambulatórios de Saúde Mental
    • Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
    • Unidade Básica de Saúde (UBS)
    • HUB de Cuidados em Crack, Tabaco e Outras Drogas
    • Hospitais gerais credenciados pelo SUS

     

    A internação só ocorre em casos agudos mediante prescrição médica. Em uma das unidades de saúde acima, uma avaliação será realizada por um médico. Caso seja recomendada a internação, a solicitação da vaga é feita por meio da Central de Regulação do Estado em um dos hospitais de referência, dentro da região de moradia do paciente.

     

    Após a alta, o Bairral articula o seguimento com os serviços públicos do território, garantindo que o paciente retorne ao CAPS ou à unidade de origem com orientações claras para continuidade do cuidado, fortalecendo a manutenção dos resultados a médio e longo prazo.

    Sim. O Instituto Bairral é credenciado a mais de 60 planos de saúde, oferecendo tratamento psiquiátrico em regime hospitalar conforme as coberturas contratadas por cada operadora. A relação de operadoras parceiras pode ser consultada na página de convênios atendidos. Porém, o beneficiário ou familiar deve entrar em contato diretamente com a operadora para confirmar se o plano contratado oferece cobertura para internação psiquiátrica no Instituto Bairral, uma vez que o a rede credenciada de cada plano é uma prerrogativa da operadora.

     

    A equipe administrativa do Bairral auxilia no processo de autorização.

    Sim. A instituição oferece internação particular para casos de autismo que necessitam de internação mediante reserva prévia e disponibilidade de vaga.

     

    Para mais informações e agendamentos:

     

    Telefone: (19) 3863-9400

    WhatsApp: (19) 99819-0189

    Ícone Instituto Bairral

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